sábado, 13 de julho de 2013

Eu e Clarice - In Love

Cuma?

Se minha lesse o título desse post, iria começar a acreditar que a revolução GLBT, havia começado na casa dela também; mas preciso me declarar: EU AMO CLARICE LISPECTOR.
Escrever frases sem fim no face e colocar como de sua autoria, é fácil. É fácil pegar uma frase isolada e entender, agora pega o contexto, pega o momento, o porquê foi escrito, ouse ler um livro inteiro, comece por A paixão segundo C.H ou Uma aprendizazem ou o livro dos prazeres . Ler Clarice é assim, ou se faz de entendido e finge que nada acontece e vai passando por cima dos detalhes ou então se prepare pra ficar tempos e tempos numa só página, pensando, tentando captar a essência de cada palavra- momento de total  exercício do raciocínio cerebral.
Eu amo Lispector, amo a complexidade com que escreve, amo a forma como ela me faz pensar, me quebrar, me refazer ao ler seus livros. Amo me sentir idiota ao não compreender o que ela quis dizer e o caos que isso causa no meu mundo interno.
Cada história,estória,conto impressionantemente me assombra, é como se alguém que me conhecesse muito bem, pegasse meus pedaços de vida e fosse repartindo em suas páginas. Ela tem o dom de me fazer auto-achar, encontro real de duas almas. Coisa terrivelmente gostosa.
Cada página de suas obras escondem sutileza e declarações que nem sempre são notadas por todos, confesso muito embora que por vezes minha cegueira me faz passar despercebida ao realizar minhas leituras. Lamentável.
No período em que leio a autora amada, entro em luto, é como se morrendo aos poucos, eu fosse vivendo em suas palavras-morrendo aqui, pra viver ali-,vou percorrendo um caminho em que Lispector me mata, Lispector me faz renascer.
Há umas duas semanas atrás, li seu livro mais truculento- Uma aprendizagem  ou o livro dos prazeres.A cada página era como se golpes fossem desferidos contra meu peito, coisa de gente doida, enquanto eu lia, eu sentia um ódio, uma raiva e empatia da situação-história. Meu desejo por vezes era de fechar aquele livro e nunca mais lê-lo, ao mesmo tempo ele me impelia a ter um encontro com suas páginas, não resisti! Fui até o final, quase infartei, o livro era um retrato perfeito de mim, era como se tivessem pegado um pedaço da minha vida e dado nomes diferentes ao personagem, agora eu era Lóri, a professora primária que sofria para se encontrar, se conhecer, se ter. Lóri, meu auto-retrato desgraçado.Depois que li, falei pra meio  mundo sobre a experiencia vivida, minha irmã e minha madrinha tentaram ler, inutilmente,o resultado foi catastrófico, não conseguiram, acharam difícil, complicado, leitura estranha.

O que ser de mim sem a tal da autora que adorava café e coca-cola?

"Eu sou um mistério pra mim."





Ósculos e Amplexos

4 comentários:

  1. Acho que você já percebeu amiga o quanto eu amo livros *.*
    Mas admito que nunca li nenhum da Clarice ...
    Mas depois que você escreveu assim me deu uma vontade absurda de conhecer!

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  2. Paty, vc tem alma sensível..vai gostar de Clarice...muito recomendado!!!

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  3. Olá vim fazer uma visita e disser
    que não me esquecido do seu lindo blog.
    E sempre que der irei vim ver as novidades.
    beijos e tenha uma semana abençoada.
    Ateliê Ingrid Mimos

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    Respostas
    1. Ingrid que bom ve-la aqui!!!!volte sempre mesmo!!!
      bjos

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